« Home | Fernando Pessoa » | Ricardo Carvalho » | Polonia 0 Equador 4 » | Dia de Camões e de Portugal. » | Dia Nacional do Cão??? » | Amor I love You » | Tempo » | Crónica semanal » | Jantar Combat » | Obrigada » 

Quarta-feira, Junho 14, 2006 

O canto do vento nos Ciprestes



Há pouco quis ir lá acima para ver como estavas; se
ainda tinhas dores, ou febre - ou medo (porque já
estava a escurecer); se querias que te lesse o que vem
no jornal sobre as feridas do mundo (mesmo sabendo
que esse mundo já não vai ser o teu) ou que te levasse
para junto da janela, onde ao cair da noite o vento
deixa as dunas desgrenhadas e as aves são como lenços
rasgados sobre o mar. A meio da escada, o olhar órfão

da cadela e das flores secas no vaso lembram-me
que era tarde de mais para tudo isso: nesta casa,
a partir de agora, os degraus só se podem descer.

Maria do Rosário Pedreira

Posted by Clitie at 22:26

Gosto muito desta poetisa. Boa escolha:) beijos

subi demais aos céus estranhos por ti...desci sem olhar o que me via assim...

Gostei!
Bom fim de semana
Bjs

Enviar um comentário

Outros blogues