Amazonas
"As Amazonas são um povo de mulheres guerreiras e independentes dos homens. O seu reino situava-se algures entre a Ásia Menor. Vivem sem a companhia dos homens, embora, para manterem a raça, costumem capturar alguns e usá-los como escravos para o seu comércio sexual. Guardam as meninas nascidas desses actos e eliminam os rapazes ou enviam-nos aos seus pais. Prestam culto especialmente a Ártemis, deusa da caça e protectora das donzelas.
Sem dúvida há uma motivação ideológica que sustenta a difusão e a manutenção deste mito, que mostra uma sociedade tão oposta à grega tradicional na distribuição dos papéis dos sexos. As Amazonas lutam como guerreiros e mantêm uma sociedade matriarcal e sem homens. Só utilizam os machos para a função reprodutora e em seguida expulsam-nos.
O nono trabalho de Héracles foi conseguir o cinturão da rainha das amazonas, Hipólita ou Antíope, e o herói foi ao país das famosas guerreiras para obtê-lo pela violência. Aconpanhou-o nessa expedição o seu amigo Teseu, que trouxe consigo, provavelmente enamorada e não só pela força, a rainha das amazonas, Hipólita, de quem teve um filho, Hipólito.
O contraste entre a genecocracia imaginária das amazonas e o papel das mulheres na Grécia clássica é, sem dúvida, chocante. Enquanto na sociedade grega as mulheres estavam submetidas aos seus pais e maridos e eram relegadas para os seus labores domésticos e silenciosos, as Amazonas eram livres e guerreiras e tinham prescindido dos homens no seu reino.
O mito das Amazonas persistiu na literatura medieval e penetrou nalguns livros de cavalaria, e destes relatos fantásticos passou para a imaginação dos conquistadores da América, deixando o seu rasto nos nomes geográficos: a península da Clifórnia (o reino das Amazonas, no Esplandián) e o grande rio Amazonas de voltas e reviravoltas serváticas e tribos misteriosas. (Quem sabe se não albergou novas amazonas índias nas suas selvas frondosas?)."
Sem dúvida há uma motivação ideológica que sustenta a difusão e a manutenção deste mito, que mostra uma sociedade tão oposta à grega tradicional na distribuição dos papéis dos sexos. As Amazonas lutam como guerreiros e mantêm uma sociedade matriarcal e sem homens. Só utilizam os machos para a função reprodutora e em seguida expulsam-nos.
O nono trabalho de Héracles foi conseguir o cinturão da rainha das amazonas, Hipólita ou Antíope, e o herói foi ao país das famosas guerreiras para obtê-lo pela violência. Aconpanhou-o nessa expedição o seu amigo Teseu, que trouxe consigo, provavelmente enamorada e não só pela força, a rainha das amazonas, Hipólita, de quem teve um filho, Hipólito.
O contraste entre a genecocracia imaginária das amazonas e o papel das mulheres na Grécia clássica é, sem dúvida, chocante. Enquanto na sociedade grega as mulheres estavam submetidas aos seus pais e maridos e eram relegadas para os seus labores domésticos e silenciosos, as Amazonas eram livres e guerreiras e tinham prescindido dos homens no seu reino.
O mito das Amazonas persistiu na literatura medieval e penetrou nalguns livros de cavalaria, e destes relatos fantásticos passou para a imaginação dos conquistadores da América, deixando o seu rasto nos nomes geográficos: a península da Clifórnia (o reino das Amazonas, no Esplandián) e o grande rio Amazonas de voltas e reviravoltas serváticas e tribos misteriosas. (Quem sabe se não albergou novas amazonas índias nas suas selvas frondosas?)."
Carlos Garcia Gual in "Dicionário de Mitos"

Muito bem, é de louvar o aperecimento deste tipo de posts.
Contrubuir para o crescimento cultural da blogosfera é um trabalho a continuar.
Bem hajam pelo trabalho desenvolvido e continuem, estão no bom caminho.
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Anónimo3:39 da tarde
Clitie, as coisas que tu sabes!....
Estes textos despertam-me sempre muito interesse...
Um beijo e bom fim de semana
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AS5:33 da tarde
sabia da existência das amazonas mas não sabia tantos pormenores... Gostei!
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saltapocinhas7:51 da tarde
gostei de ler, de ficar sabendo tanta coisa...
jocas maradas
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Su8:54 da tarde
Olá, minha amiga! Claro que sabias que eu ia adorar este post, o tema da mitologia é algo que capta sempre o meu interesse. :)
Um beijinho, João.
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¦☆¦Jøhη¦☆¦9:57 da tarde
Mto interessante o post.
Gostei de o ler.
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Albatroz28:02 da manhã