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sábado, outubro 08, 2005 

Retrato


Amo-te; e o teu corpo dobra-se,
no espelho da memória, à luz
frouxa da lâmpada que nos
esconde. Puxo-te para fora
da moldura: o teu rosto branco
abre um sorriso de água, e
cais sobre mim, com o
tronco suave da noite, para
que te abrace até de madrugada,
quenso o sono te fecha os olhos
e o espelho, vazio, me obriga
a olhar-te no reflexo do poema.


Nuno Júdice

Posted by Clitie at 09:13

A Poesia continua a reinar por aqui e faz-me Feliz sempre que te visito! Seja ela triste ou alegre!
Que a Vida "te abrace até de madrugada!"

Bom Fds e Bjks da matilde

"Puxo-te para fora
da moldura"
adorei
jocas maradas

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