Retrato

Amo-te; e o teu corpo dobra-se,
no espelho da memória, à luz
frouxa da lâmpada que nos
esconde. Puxo-te para fora
da moldura: o teu rosto branco
abre um sorriso de água, e
cais sobre mim, com o
tronco suave da noite, para
que te abrace até de madrugada,
quenso o sono te fecha os olhos
e o espelho, vazio, me obriga
a olhar-te no reflexo do poema.
Nuno Júdice Posted by Clitie at 09:13

A Poesia continua a reinar por aqui e faz-me Feliz sempre que te visito! Seja ela triste ou alegre!
Que a Vida "te abrace até de madrugada!"
Bom Fds e Bjks da matilde
Posted by
Miguel1:45 da tarde
"Puxo-te para fora
da moldura"
adorei
jocas maradas
Posted by
Su6:44 da tarde