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quinta-feira, outubro 13, 2005 

O mito de Orfeu e Eurídice



ORFEU, O FILHO DA MUSA Calíope, era o mais talentoso músico que já viveu. Quando tocava a sua lira, os pássaros paravam de voar para o ouvir e os animais selvagens perdiam o medo. As árvores curvavam-se para pegar os sons no vento. Ele ganhou a lira de Apolo; alguns dizem que Apolo era seu pai.
Orfeu era casado com Eurídice. Mas Eurídice era tão bonita que atraiu um homem chamado Aristeu. Quando ela recusou as suas atenções, ele perseguiu-a. Tentando escapar, ela tropeçou numa serpente que a picou matando-a. Orfeu ficou transtornado de tristeza. Levando a sua lira, foi até o Mundo dos Mortos, para tentar trazê-la de volta. A canção pungente e emocionada da sua lira convenceu o barqueiro, Caronte, a levá-lo vivo pelo Rio Estige. A canção da lira adormeceu Cérbero, o cão de três cabeças que vigiava os portões; o seu tom carinhoso aliviou os tormentos dos condenados. Finalmente Orfeu chegou ao trono de Hades. O rei dos mortos ficou irritado ao ver que um vivo tinha entrado no seu domínio, mas a agonia na música de Orfeu o comoveu, e ele chorou lágrimas de ferro. Sua mulher Perséfone, implorou-lhe que atendesse ao pedido de Orfeu. Assim, Hades atendeu seu desejo. Eurídice poderia voltar com Orfeu ao mundo dos vivos. Mas com uma única condição: que ele não olhasse para ela até que ela, outra vez, estivesse à luz do sol. Orfeu partiu pelo caminho íngreme que levava para fora do escuro reino da morte, tocando músicas de alegria e celebração enquanto caminhava, para guiar a sombra de Eurídice de volta à vida. Ele não olhou nenhuma vez para trás, até atingir a luz do sol. Então virou-se, para se certificar de que Eurídice estava segui-lo. Por um momento ele viu-a, perto da saída do túnel escuro, perto da vida outra vez. Mas enquanto ele olhava, ela tornou-se de novo um fino fantasma, o seu grito final de amor e pena não era mais do que um suspiro na brisa que saía do Mundo dos Mortos. Ele perdera-a para sempre. Em total desespero, Orfeu tornou-se amargo. Recusava-se a olhar para qualquer outra mulher, não se querendo lembrar da perda da sua amada.
Furiosas por terem sido desprezadas, um grupo de mulheres selvagens chamadas Mênades caíram sobre ele, frenéticas, e despedaçaram-no. Jogaram a sua cabeça cortada no Rio Hebrus, e ela flutuou, ainda cantando, "Eurídice! Eurídice!" Chorando, as nove musas reuniram os seus pedaços e os enterraram no Monte Olimpo. Dizem que, desde então, os rouxinóis das proximidades cantaram mais docemente do que os outros. Pois Orfeu, na morte, uniu-se à sua amada Eurídice. Quanto às Mênades, que tão cruelmente mataram Orfeu, os deuses não lhes concederam a misericórdia da morte. Quando elas bateram os pés na terra, em triunfo, sentiram seus dedos entrarem no solo. Quanto mais tentavam tirá-los, mais profundamente eles se enraizavam. As suas pernas tornaram-se madeira pesada, e também os seus corpos, até que elas se transformaram em silenciosos carvalhos. E assim permaneceram pelos anos, batidas pelos ventos furiosos que antes se emocionavam ao som da lira de Orfeu, até que por fim os seus troncos mortos e vazios caíram ao chão.

Posted by Clitie at 18:43

Muito bom mesmo.
Ambos imortalizados por Tom Jobim e Vinicius.

Bj Vagabundo

É com bastante satisfação minha que volto a encontrar mitologia aqui neste espaço. Parabéns por este artigo minha cara amiga.

Beijinhos, João.

Muito bem, adorei.
Espero ver mais artigos destes neste lindo blog.
Bom fim de semana e beijos

um mito muito bom de se ler...........
parabens.

é um texto fantastico, gostei.
beijo, lolita =D.......

este é um texto ke n vale peidos, para quê enganar as pxoas com cenas secantes????? ide mazé dar de cumer ao cão..............

desculpem a expressão mas esta merda nao vale mesmo nada, e se criassem outro texto menos extenso !!!! burros, otários

AMO - TE FÁBiO PaRa ToDa a ViDa!!!!!!!!!!
ass : DIana

esses mitos sao uma bobera vao ler a biblia e buscar a DEUS...........☺☺ bando de sem faser nada

Parabéns pela maneira agradável de narrar o mito de Orfeu e Eurídice, tão cantada e recantada em vários período musicais, mesmo com desgostosos(a) acida, fanático(a) mal educado e informado(a).

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