
Batem à minha porta.
É noite... Quem será?
No fundo pouco me importa.
É o mundo. Deixa lá.
É o mundo? Mas que mundo?
Para mim, só o meu há.
Esse outro, fica p'ra lá,
Pérfido. Maldoso. Nauseabundo.
No meu, me encontro só
Apertada contra mim.
Em tenso, íntimo nó.
E com o teu tão afim.
O meu. O teu. O nosso mundo.
Bem longe. P'ra cá de além.
Vivido. Amado. Profundo.
É nosso. De mais ninguém.
Rosa da Conceição Matias Calisto Posted by Clitie at 21:02

Uhau... gostei do poema, tocou...
Por vezes queremos mesmo estar ausentes para o Mundo e fecharmo-nos no nosso...
Posted by
DaJe4:42 da tarde