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segunda-feira, maio 16, 2005 

Guardador de rebanhos


Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr do Sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.

Alberto Caeiro

Posted by Clitie at 20:55

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